(Lilith, de John Collier, século XIX)
Lilith
Não pode ser conhecida sem busca,
ensina a mitologia hebraica.
Essa primeira mulher feita de água
( também é de lua e de noite)
faz sorrir os homens, que sonham com
sua pele macia e seus modos rebeldes.
Com a serpente se entendia, com ela enredava,
tramava, urdia e fazia arder as chamas ancestrais.
Antes do antes Lilith celebrava,
anti-tudo, pós-nada, primordial.
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