
poema de Augusto de Campos
Ando lendo e pensando muito em Gertrude STEIN. Tudo é um hábito. E qualquer coisa é uma autobiografia, ela nos avisa. Escrito em 1937, sua Autobiografia de todo mundo é um mosaico de acontecimentos, vidas e falas. Assim.
"No momento em que você ou qualquer outra pessoa saiba o que você é você não é isto, você é o que você ou qualquer outra pessoa saiba que você é e como tudo na vida é feito da descoberta do que se é é incrivelmente difícil realmente não saber o que se é e mesmo assim ser essa coisa."
"Quais são as idéias importantes perguntei-lhe. Aqui disse ele está a lista delas peguei a lista e dei uma olhada. Ah disse eu notei que nenhum dos livros que leram em qualquer das aulas foi escrito originalmente em inglês, isso foi intencional perguntei. Não disse ele na verdade não há nenhuma idéia que tenha sido expressa em inglês. Então concluo que para você não existam idéias que não sejam nem sociológicas nem políticas. Bem e elas são disse ele, bem são disse eu. Os governos são a coisa menos interessante da nossa vida, a criação e a expressão dessa criação é uma coisa terrivelmente mais interessante, sim eu sei e comecei a ficar entusiasmada certo eu sei, é claro vocês são professores e ensinar é a sua ocupação e é claro que o que vocês chamam de idéia é fácil de se ensinar e assim vocês estão convencidos de que elas são as únicas idéias mas as idéias mesmo não são a relação dos seres humanos como grupos mas de um ser humano consigo mesmo dentro de si e essa é uma idéia que é mais interessante do que a humanidade em grupos, afinal a partir do momento em que haja muitas pessoas elas não pensam por si mesmas mas alguém o faz por elas e isto é algo de muito menor interesse."
Stein, Gertrude. Autobiografia de todo mundo. Tradução de Júlio Castañon Guimarães e José Cerqueira Cotrim Filho. Rio de Janeiro:Nova Fronteira, 1983, pp. 99 e 220.
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25.2.08
ROSAS PARA GERTRUDE
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