16.7.14
19.6.14
19.5.13
21.11.10
23.6.10
30.4.10
2.9.09
esse blogue mudo
15.7.09
d e s e j a d a
e n c o m e n d a d a
p i n t a d a
a d q u i r i d a
e n c o b e r t a
v e n d i d a
d e s a p a r e c i d a
c o m p r a d a
c a m u f l a d a
e x p o s t a
p r o i b i d a
c u l t u a d a
a f a m a d a
3.7.09
A B H
mais q qual
quer outra
cidade q
me acolhe
a minha
é você (se
assim posso
chamá-la
em versos
livres ou
prosa corrente{
você me prende
me faz}
minar em
mim lembrança
e saudade
de tempos
ancestrais :)
uma outrora
hoje presente
FELICIDADE
19.2.09
NENHUMAL
não e nem sempre
todo fim segue um começo:
tem coisa na encruzilhada
tem estrada paralela
e
num castelo a pureza
é brinquedo
de menino
viciado
em novidade
entremeios de tocar
sem tristeza da posse
nenhumal
nenhumano
- desejar o desejo
2.8.08
PERVERSÃO
Nós para-somos.
É isso mesmo,
meu amor seja Qual for
a extravagância
o transtorno, a desordem;
(vício, depravação,
Desregramento?)
ou excessivo rigor ,
Puríssimo!!!!
o desvario:
A VER, A TER, QUAL SER.
Miragem do UM
Porque NUNCA
Somos, tudo é, para-
-ser, para-esser
- Eu o digo,
Tomo por mim,
UmA
QUALQUER:
mulher.
26.6.08
À CONTRA-FOGO
{chamas e nem ouves um quase verso desta fogueira toda cinza ao vento
/tensão contínua em direção ao nada/ mergulho falso em mar dilacerado/ e com as mãos pensas segues vagaroso/ não vendo o que é oferecido ao largo/ como a nenhum olho é dado perceber
(que dor nem riso valem o esquecer) }
10.5.08
EXCESSO
o amor é (im) preciso - poço?
é hora de correr a lágrima que sabe o sal dos nós mil acres: puta, cadê a culpa? Que ele te pague e te proteja e nos perdoe ( mesmo assim) deste passado aqui comigo: só um aparte - é de qual lado? respostas, folhas farfalham numa velocidade surda que nem deixa acontecer:
3.5.08
7.4.08
VERBETE
Distrair
é fazer ir
para diferentes
lados
separar
dividir
a força dos inimigos
Sua pontaria falha
Desatenta
Desencaminhada
Um desvio
Um ruído
Um ardil
Pensamento afastado
Ocupação prazerosa
Pronominal diversão
rasgas
partes
retalho
fragmento
: dissolução
27.3.08
18.2.08
ORA, ORA
TUDO PASSA
QUANDO ISSO
PASSAR
O tempo
A noite
Cada segundo
Passa
Assim vai
E passa
Quando passar
Depressa
Ou de
Vagar:
Passar
Quando
Passou
Em
quantA
paz
em
canto
algum
16.2.08
12.2.08
metamorfose
Ao inseto
Só sobrara
A lembrança
de Um R u í d o
e c o I n s e r t o
S o m d e A s a
11.2.08
angelical

(desenho e foto: santa live, alex sena)
APENAS,
as duras penas da lida:
penas dessa nossa escrita
tecido penoso
quase
trama-enredo
viagem onde há penas a cumprir
voragens que penamos descobrir
- saber das asas o vôo
conhecer os perigos do céu
nas dores do pássaro
nas alturas dos anjos
o desejo apenas
nem medo
culpa nada
só as penas dessa cama
a pena do pavão
a pena de nós
que voamos ao chão
aves sem paraíso
deserdados depenados
ao sabor do vento
ao risco de aprender amar
no trapézio
equilibra
feito pena
e voa:
suas asas
falsas
fazem dela
mais
pássaro:
pura fantasia
e sonho
- vivo em nós

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