Meio mulato, meio branco: cabrito. É assim que os angolanos nomeiam pessoas como Ondjaki, ou Ndalu de Almeida, que nasceu em Luanda, em 1977. Em 2000, surge o escritor, ao receber menção honrosa em concurso literário e ter seu primeiro livro publicado, Ato sanguineo. O entrelugar mestiço, que o escritor assume divertido, lhe dá um jogo de cintura com a palavra e com a vida. Apaixonado por música e cinema, Ondjaki já publicou 14 livros e viu seus textos traduzidos para várias línguas. Ontem, na IV Bienal internacional do livro, em Maceió, Ondjaki nos presenteou com 30 minutos de seu filme, Oxalá cresçam pitangas, e nos mostrou uma Luanda colorida, empoeirada, complexa e musical.
Há mais de um ano Ondjaki vive no Rio de Janeiro, onde finaliza uma tese de doutorado, termina de aprontar seu documentário sobre Luanda e prepara novo livro. Em defesa da ORALIDADE URBANA, Ondjaki transita entre as artes e fala do que somos, como somos.
5.11.09
4.11.09
27.10.09
A LUZ DO SOL AINDA BRILHA
Que vergonha!
Por que no Brasil
não existe
uma política eficiente
de preservação de nosso
patrimônio artístico?
Quem mais perdeu com o incêndio
que destruiu parte das obras de Hélio Oiticica
foi a cultura do povo brasileiro e a Arte,
de um modo geral
Abaixo, matéria roubada do G1, em São Paulo, de 18 de outubro
Saiba quais obras
de Hélio Oiticica
se perderam em
incêndio no Rio
Quase todos os parangolés do artista plástico foram perdidos.
‘Tropicália’ original está no museu Tate Modern, em Londres.
‘Tropicália’ original está no museu Tate Modern, em Londres.
Detalhe da instalação 'Tropicália', de Hélio Oiticica - a primeira versão da obra está no Tate Modern, em Londres. (Foto: Divulgação)
Apesar do incêndio que atingiu a casa onde estava armazenada grande parte da obra do artista carioca Hélio Oiticica ter destruído milhares de quadros, esculturas, instalações e outras peças, algumas das suas obras mais famosas, como “Tropicália” e “Cosmococas” foram preservadas em outros museus, como o Tate Modern em Londres e o Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
A exceção são os parangolés, estandartes e bandeiras feitas para serem vestidos em performances. “Grande parte foi destruída. Sobraram poucos exemplares, que Hélio havia dado de presente a amigos quando estava vivo”, explica o irmão César Oiticica, responsável pela preservação das obras.
A exceção são os parangolés, estandartes e bandeiras feitas para serem vestidos em performances. “Grande parte foi destruída. Sobraram poucos exemplares, que Hélio havia dado de presente a amigos quando estava vivo”, explica o irmão César Oiticica, responsável pela preservação das obras.
O incêndio aconteceu na noite de sexta-feira (16). Segundo César, o prejuízo pode chegar a US$ 200 milhões. A casa fica no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O fogo atingiu uma sala do primeiro andar, justamente onde ficavam guardadas as esculturas, pinturas e instalações do revolucionário artista, considerado um dos fundadores do neoconcretismo.
Confira abaixo o paradeiro de algumas das principais obras de Hélio Oiticica:
Parangolés – Quase todos os parangolés de Oiticica foram destruídos no incêndio. César acha que é impossível fazer réplicas fiéis das obras, e sobraram poucos exemplares espalhados pelo mundo, que Hélio havia dado de presente. “Sei que ele deu uma para o (crítico) Guy Brett, outra para um amigo na Bélgica. Mas foram poucas”, diz César.
Confira abaixo o paradeiro de algumas das principais obras de Hélio Oiticica:
Parangolés – Quase todos os parangolés de Oiticica foram destruídos no incêndio. César acha que é impossível fazer réplicas fiéis das obras, e sobraram poucos exemplares espalhados pelo mundo, que Hélio havia dado de presente. “Sei que ele deu uma para o (crítico) Guy Brett, outra para um amigo na Bélgica. Mas foram poucas”, diz César.
Metasquemas – As obras, guardadas junto com os desenhos na mapoteca da casa, foram salvas das chamas. Além disso, a série tem obras adquiridas por museus e colecionadores particulares.
Tropicália – A edição original da instalação, de 1967, está no Tate Modern. Outras obras penetráveis chegam a ter até cinco edições – parte delas permanece na reserva técnica da Casa de Artes Hélio Oiticica.
Cosmococas – Segundo o site do jornal “O Globo”, a importante série de Oiticica está preservada no centro cultural do Instituto Inhotim, em Minas Gerais.
Bilaterais – César afirma que a estrutura de obras desta série foi preservada, e que talvez possam ser recuperadas. “Ainda assim, preservamos esquemas digitalizados, e podemos reconstruir algumas obras para fins didáticos”, explica o irmão.
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Que " irmão" é esse? Dai a César o que é de César (o incêndio) e deixem a luz de HÉLIO brilhar!!!
16.10.09
ANTICRÍTICA
Ainda não sei bem o que dizer
do Anticristo, novo filme de Lars Von Trier.
Por enquanto só consigo dizer:
EXTRAORDINÁRIO.
Que o cara é maluco,
já sabemos. Que a loucura dele
diz muito de todos nós,
é mais que certo.
Voltarei ao cinema hoje à noite
e depois tentarei escrever alguma coisa
que valha a pena.
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Lars Von Trier
14.10.09
7.10.09
3.10.09
ANTONIO GEDEÃO
MÁQUINA DO MUNDO
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
21.9.09
NOTA
A noite de sábado, 19 de setembro, ficará na lembrança de todos os que estiveram no Cine SESI Pajuçara e participaram da performance intermídia
NEM UMA ÚNICA LINHA SÓ MINHA.
Há muito mais para dizer sobre o que aconteceu lá: este é apenas um rápido registro, para começo de conversa.
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12.9.09
7.9.09
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