31.12.09


ISTO

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê.



Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p.165.



O ser é um corpo




CANTAR OS CACOS

(tudo cai)
dO corpo
em que
da sombra
algo se vê
a conta:
– tudo cai,
canta a boneca
decapitada
vigiando –
em noite acesa
à luz cadente
contempla
imundo crime
– despedaçou-Me
Com a cabeça
assim partida
no conto do vigário
desarvora sendo
o que quer
que seja:
desaponta.
Contar as vezes
é o impossível.
O corpo cai,
contava Kepler,
porquanto sobre o chão,
a coisa extinta,
qualquer
pedaço dEla
de novo
canta.

O MELHOR É SEMPRE





30.12.09

ITAQUATIARA



revelar a história
ao inscrevê-la
incógnita
construir um sítio
sem desvendar enigmas
nem lavrar passados

29.12.09

pássaros na garganta


 sessão lembranças felizes 1982

26.12.09

ϕαρισαῖος

Podia sim atender ao telefone e explicar que não queria mais sair. Minha cabeça andava longe longe e mal ouvia a voz dele de taquara rachada. Também não queria almoçar no dia seguinte. Essa história de gente que precisa apertar o start para ser gentil cansou.

25.12.09

DELÍRIO





(Um poema de Ricardo Aleixo)

Minha porta



Do lado esquerdo, 
meu pé de camarão,
natal amarelo







À frente, Zuri, Temba e Lua:  
beleza, confiança e proteção




NO ALTO REINA O A M A R E L O

23.12.09

previsíveis

vivo no brasil, leio jornais, visito blogues, vejo tv,
frequento sites, revistas super interessantes
e outras nem tanto. leio muito. fuço bancas, sebos, livrarias,
assisto a filmes, toda semana, no cine sesi ou na tv,
ouço todo tipo de música, vou pouco ao teatro
(aqui em maceió praticamente não tem teatro,
nem livraria, nem biblioteca boa, e poucos shows legais)
ligo essa engenhoca quando acordo de manhã
- internet serve pra suprir essa pancada,
essa ausência de espaço público, essa chatice de falta de espaço

hoje visitei o blogue da fernanda d'umbra, fazia tempo
ela é uma das mulheres mais porretas do cenário
brasileiro: escreve sem pudor, sem medo, com uma dose
de raiva. indignada. muito bom. li o lance sobre o bortolotto e me emocionei,
foi isso. tudo nessa história é previsível demais. os caras na praça roosevelt,
o dramaturgo que tem um blogue cujo nome é atire no dramaturgo,
que se levanta na hora do assalto e desafia os bandidos,
a violência em são paulo, no mundo. todo mundo previsível.

mas o texto da fernanda d'umbra me emociona:

OLÁ A TODOS
Bem, é assim: tirando os textos em que eu digo "caros amigos" e os textos de avisos, o resto é meio sem pé nem cabeça mesmo, tipo invenção. Beleza, boa noite.

CAROS LEITORES
Preciso explicar quem, para mim, é o cara que está na Santa Casa. O Mário que está na Santa Casa, para mim, não é o Rei da Ralé, eu não giro em torno do Rei da Ralé, eu sequer conheço esse Mário que inventaram enquanto eu estava em Rio Preto cuidando da minha mãe. O Mário que está na Santa Casa é meu amigo há 20 anos, é o menino tímido que eu conheci e que ficava quieto na mesa do bar escrevendo poemas. É um grande amor que sempre será meu amigo e que sabe (porque me conhece como poucos) que tenho verdadeira repulsa a qualquer espécie de idolatria, da branda à histérica. Portanto apenas deixo aqui meu sentimento de amor e profundo carinho, minha irrestrita solidariedade a sua recuperação e meu desejo imenso de que ele se recupere logo. O cara magrinho, de cabelo preto e espinhas na cara que eu conheci em 1989. E que vai sarar, isso é certo.

FREUD: DOMÍNIO PÚBLICO EM 2010

Sigmund Freud  
(6 de maio de 1856, Příbor /23 de setembro de 1939, Londres) 


Freud, sem ilusões, anteviu que o século XX seria o triunfo do contrário. Ele afirmou que era a favor da emancipação do homem, mas registrou que o homem é habitado pelo contrário desse desejo. Freud foi o único a dizê-lo em sua época. É um dos motivos pelos quais é considerado O Homem do Século 20.

Os seus  direitos autorais, que no Brasil duram por setenta anos (contados de 1° de janeiro do ano subsequente ao falecimento do autor), expiram em  2010.
 



22.12.09

LET THE RIGHT ONE IN



BONS SONHOS!

Aprender a voar

 

Blackbird singing in the dead of night  Take these broken wings and learn to fly  All your life  You were only waiting for this moment to arise.  Blackbird singing in the dead of night  Take these sunken eyes and learn to see  All your life  You were only waiting for this moment to be free. Blackbird fly Blackbird fly  Into the light of the dark black night.   Blackbird fly Blackbird fly  Into the light of the dark black night. Blackbird singing in the dead of night  Take these broken wings and learn to fly  All your life  You were only waiting for this moment to arise  You were only waiting for this moment to arise  You were only waiting for this moment to arise.
"Blackbird", composição de Lennon e McCartney,  é a terceira canção, do lado B,  disco 1, do Álbum Branco dos Beatles, lançado em 1968.

20.12.09

GUILHERME!




Guilherme concluiu o ensino médio, momento de festejar.


18.12.09

O LIVRO DAS MUTAÇÕES



HEXAGRAMA 24

FU
RETORNO (O PONTO DE TRANSIÇÃO)
livro primeiro:

Acima: K´UN, O RECEPTIVO, TERRA.
Abaixo: CHÊN, O INCITAR, TROVÃO.


RETORNO.
Sucesso.
Saída e entrada sem erro.
Amigos chegam sem culpa.
Para adiante e para trás segue o caminho.
Ao sétimo dia vem o retorno.
É favorável ter aonde ir. 

15.12.09

breu




O poema acima, de Conrado Falbo, eu roubei do
blogdas30pessoas.blogspot.com
onde todo dia 15 aparece uma postagem dele. 
breu foi publicado lá, no dia 15 de novembro passado.

14.12.09

+ itamar





gracias ao CONRADO FALBO

13.12.09











UM CÉU E UM CACHO 
DE ACÁCIA IMPERIAL 

 BUMERANGUE



O grande poder transformador



Direção do documentário:  Fernando Grostein Andrade
Depoimentos de: Pedro Almodóvar, Michelangelo Antonioni, David Byrne.  
Produzido por  Raul Dória, Paula Lavigne, Clovis Mello, José Ortalli, Patrick Siaretta

O melhor do filme? Caetano canta e se mostra, autêntico.  Sem maquiagem, fala como um homem de cabeça aberta desde sempre.



Desde que o samba é samba
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou

O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou

O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor

O grande poder transformador


12.12.09

beleléu, léu, eu






Ontem assisti ao programa O SOM DO VINIL, de Charles Gavin, 
(que acontece toda sexta-feira às 21h30 no Canal Brasil)

sobre o disco beleléu, léu, eu, de Itamar Assumpção, 1980.

Saudades de ouver ao vivo aquela potência musical.




11.12.09

LITERATO CANTABILE

agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e qualquer gesto pode ser o fim
do seu início
agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em minha orla
os pássaros de sempre cantam assim,
do precipício:


a guerra acabou
quem perdeu agradeça
a quem ganhou.
não se fala. não é permitido
mudar de idéia. é proibido.
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento
do corpo ou onde quer que alhures.
toda palavra envolve o precipício
e os literatos foram todos para o hospício
e não se sabe nunca mais do mim. agora o nunca.
agora não se fala nada, sim. fim. a guerra
acabou
e quem perdeu agradeça a quem ganhou.

.....................................

a) A virtude é a mãe do vício
conforme se sabe;
acabe logo comigo
ou se acabe.

b) A virtude e o próprio vício
- conforme se sabe -
estão no fim, no início
da chave.

c) Chuvas da virtude, o vício,
conforme se sabe;
é nela própriamente que eu me ligo,
nem disco nem filme:
nada, amizade. Chuvas de virtude:
chaves.

d) (amar-te/ a morte/ morrer:
há urubús no telhado e carne seca
é servida: um escorpião encravado
na sua própria ferida, não escapa: só escapo
pela porta de saída).

e) A virtude, a mãe do vício
como eu tenho vinte dedos,
ainda, e ainda é cedo:
você olha nos meus olhos
mas não vê nada, se lembra?

f) A virtude
mais o vício: início da
MINHA
transa, início, fácil, termino:
"como dois mais dois são cinco"
como Deus é precipício,
durma,
e nem com Deus no hospício
(durma) nem o hospício
é refúgio. Fuja.


TORQUATO NETO. Os Últimos Dias de Paupéria
Org. Waly Salomão e Ana Maria de Araújo Duarte
São Paulo: Max Limonad, 1982.

10.12.09


Escrever sobre alagoas a partir daqui desse lugar -não geo
GRÁFICO  tempo quente  marina avarandada no meio do mangue
entre os coqueiros  da  barra nova  lua minguante em  guaxuma
no tormento da maré cheia toda palavra se esforça para dizer o

a leste do nordeste


9.12.09

LIPE



Olha aí o Lipe,
o menino sabido
que canta e dança
e conta que participou
de um ensaio
do Folia
naquela manhã
ensolarada
em Maceió,
no Quilombo,
Jacintinho.

8.12.09

DIA DE FESTA


EH, SALUBA!!!

Salve, Ó Rainha do Mar!
Em Seu nome me deito
na areia da praia
Viva, ó Grande Mãe,
amada IEMANJÁ!
Toda festa e alegria
pertencem a Ela -
e as ondas do mar
embalem nossos
sonhos de feliZ
idades novas
todos os dias
- ao som
da brisa
coqueiro
e fala nordestina
para sempre


AMÉM



7.12.09

Osman Lins



Acabou de sair o livro Osman Lins: 85 anos - A harmonia de imponderáveis, organizado pelas professoras Ermelinda Ferreira e  Zênia de Faria, que celebra o aniversário de 85 anos de nascimento  do escritor pernambucano, de Vitória do Santo Antão, com 16 ensaios de vários pesquisadores sobre a obra do autor de Avalovara.

Se estivesse entre nós, Osman Lins certamente continuaria a nos convidar ao jogo da linguagem poética. Viva Osman Lins!


“Santo Afonso Henriques!
Fazei de mim uma escritora. Mas só isto.
Nada de festivais, de júris em concursos (de beleza ou literários), de cargos em repartições chamadas culturais, de capelas, de frases de espírito.
Livrai-me do fascínio que tantos dos nossos autores, hoje, têm pelo convívio com os ricos, pela adoção de livros seus na área estudantil, pelas viagens com passagem e hotel pagos.
Fazei-me orgulhosa da minha condição de paria e severa no meu obscuro trabalho de escrever”
(Dos papéis de J.M.E.)

(In Osman Lins. A Rainha dos Cárceres da Grécia. São Paulo: Cia das Letras, 2005. P. 53)



6.12.09

GOSTAR DE LIVROS

Conheça o editor e sua fabulosa proposta de trabalho em
uma entrevista com Cléber Teixeira, em 2006:


Poéticas Interartes





Bruno, Vinicius, Suzane, Allan, Jorge, Marta, Max, Magno, Renato, Tazio, Gláucia, Cristina, Helenice, Susana e Ari são alguns dos 28 integrantes do grupo de estudos e pesquisas Poéticas Interartes, cadastrado no CNPq desde 1999, que tem trabalhado para promover os diálogos possíveis entre as diferentes manifestações artísticas que alcançamos.
A foto acima é de uma das últimas reuniões que realizamos e a postagem dela significa: ao trabalho!

Reunião dia 19 de dezembro, às 15 horas, na Guaxuma.
Nessa reunião, faremos uma avaliação das atividades de 2009 e construiremos a agenda para 2010.



5.12.09

4.12.09

Expoartes 1

Felipe Ernesto e Ana Cristina insistiram e conseguiram uma sala para apresentar uma exposição de trabalhos artísticos durante a Semana de Letras, no Congresso Acadêmico, que aconteceu na Ufal nos dias 23 a 28 de novembro. Eles contaram com o apoio do pessoal do C.A. e dos colegas que compareceram com suas produções.
Registrei alguns lances que ficam como provocação para a idéia não se perder.









Nas fotos, trabalhos de Fabrício Casado e Wesslen Nicácio.
As presenças de Marcelo Marques, Tazio Zambi e Luzard, sempre de olho.
Parabéns aos organizadores do evento.

30.11.09

Como dizia o BOCA...




SONETO

Neste mundo é mais rico o que mais rapa;
Quem mais limpo se faz, mais crepa;
Com sua língua, ao nobre, o vil decepa;
O velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa;
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa;
Quem tem dinheiro, pode ser papa.

A flor baixa se inculca por tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa;
Mais isento se mostra o que mais chupa..

Para a tropa do trapo vazo a tripa,
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.






(Gregório de Matos Guerra, na cidade da Bahia, no século 17 )


5.11.09

ONDJAKI


Meio mulato, meio branco: cabrito. É assim que os angolanos nomeiam pessoas como Ondjaki, ou Ndalu de Almeida, que nasceu em Luanda, em 1977. Em 2000, surge o escritor, ao receber menção honrosa em concurso literário e ter seu primeiro livro publicado, Ato sanguineo. O entrelugar mestiço, que o escritor assume divertido, lhe dá um jogo de cintura com a palavra e com a vida. Apaixonado por música e cinema, Ondjaki já publicou 14 livros e viu seus textos traduzidos para várias línguas. Ontem, na IV Bienal internacional do livro, em Maceió, Ondjaki nos presenteou com 30 minutos de seu filme, Oxalá cresçam pitangas, e nos mostrou uma Luanda colorida, empoeirada, complexa e musical.
Há mais de um ano Ondjaki vive no Rio de Janeiro, onde finaliza uma tese de doutorado, termina de aprontar seu documentário sobre Luanda e prepara novo livro. Em defesa da ORALIDADE URBANA, Ondjaki transita entre as artes e fala do que somos, como somos.

4.11.09

sonhos


27.10.09

A LUZ DO SOL AINDA BRILHA

 

Que vergonha! 

Por que no Brasil 

não existe

uma política eficiente

de preservação de nosso

patrimônio artístico?

 

Quem mais perdeu com o incêndio 

que destruiu parte das obras de Hélio Oiticica 

foi a cultura do povo brasileiro e a Arte, 

de um modo geral

Abaixo, matéria roubada do G1, em São Paulo, de 18 de outubro

Saiba quais obras 

de Hélio Oiticica

se perderam em 

incêndio no Rio

Quase todos os parangolés do artista plástico foram perdidos.
‘Tropicália’ original está no museu Tate Modern, em Londres.




Detalhe da instalação 'Tropicália', de Hélio Oiticica - a primeira versão da obra está no Tate Modern, em Londres. (Foto: Divulgação)

Apesar do incêndio que atingiu a casa onde estava armazenada grande parte da obra do artista carioca Hélio Oiticica ter destruído milhares de quadros, esculturas, instalações e outras peças, algumas das suas obras mais famosas, como “Tropicália” e “Cosmococas” foram preservadas em outros museus, como o Tate Modern em Londres e o Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

A exceção são os parangolés, estandartes e bandeiras feitas para serem vestidos em performances. “Grande parte foi destruída. Sobraram poucos exemplares, que Hélio havia dado de presente a amigos quando estava vivo”, explica o irmão César Oiticica, responsável pela preservação das obras.

O incêndio aconteceu na noite de sexta-feira (16). Segundo César, o prejuízo pode chegar a US$ 200 milhões. A casa fica no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O fogo atingiu uma sala do primeiro andar, justamente onde ficavam guardadas as esculturas, pinturas e instalações do revolucionário artista, considerado um dos fundadores do neoconcretismo.

Confira abaixo o paradeiro de algumas das principais obras de Hélio Oiticica:

Parangolés – Quase todos os parangolés de Oiticica foram destruídos no incêndio. César acha que é impossível fazer réplicas fiéis das obras, e sobraram poucos exemplares espalhados pelo mundo, que Hélio havia dado de presente. “Sei que ele deu uma para o (crítico) Guy Brett, outra para um amigo na Bélgica. Mas foram poucas”, diz César.

Metasquemas – As obras, guardadas junto com os desenhos na mapoteca da casa, foram salvas das chamas. Além disso, a série tem obras adquiridas por museus e colecionadores particulares.



Ampliar Foto Foto: Reprodução 
Foto: Reprodução

Atores vestem parangolés de Oiticica - restam poucos exemplares.

BólidesApesar de parte dessas esculturas terem sido destruídas, existem exemplares espalhados pelo mundo, incluindo museus como o Tate Modern em Londres, o MoMa em Nova York e o Malba em Buenos Aires.


Tropicália – A edição original da instalação, de 1967, está no Tate Modern. Outras obras penetráveis chegam a ter até cinco edições – parte delas permanece na reserva técnica da Casa de Artes Hélio Oiticica.

Cosmococas – Segundo o site do jornal “O Globo”, a importante série de Oiticica está preservada no centro cultural do Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

Bilaterais – César afirma que a estrutura de obras desta série foi preservada, e que talvez possam ser recuperadas. “Ainda assim, preservamos esquemas digitalizados, e podemos reconstruir algumas obras para fins didáticos”, explica o irmão.
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Que " irmão" é esse? Dai a César o que é de César (o incêndio) e deixem a luz de HÉLIO brilhar!!!

16.10.09

ANTICRÍTICA

Ainda não sei bem o que dizer
do Anticristo, novo filme de Lars Von Trier.
Por enquanto só consigo dizer:
EXTRAORDINÁRIO.
Que o cara é maluco,
já sabemos. Que a loucura dele
diz muito de todos nós,
é mais que certo.
Voltarei ao cinema hoje à noite
e depois tentarei escrever alguma coisa
que valha a pena.




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